sexta-feira, 1 de maio de 2009
anestesia
e por último: nos meus devaneios quando me dou conta estou de olhos fechados. será? aperto-os e abro com todas minhas forças na esperança de obter resultados e ao abri-los vejo apenas o teto cinza mofado. sorrio tristemente sem mover um centímetro no meu rosto e viro meu corpo e adormeço, enfim, na pose fetal.
{17/03}
(thenational)
Quando houvi seus primeiros acordes resolvi semi-levantar-me. Abri os olhos. Olhei pra tela do computador. Meu pensamento voltou à você. Comecei a sorrir e chorar. Falei mal de você o dia todo pros meus vizinhos, mas quando voltei pra casa e fui escutando minhas musicas so dava você em meus pensamentos. E meio dormindo, meio pensando onde irei jantar desperto quase que de repente e minha mente, já, acordada vai direta à você, sem ao menos me dar a oportunidade de escolher. A música acaba. Coloco repeat. Seu fim é quase de repente, sua melodia chega a ter uma doce contradição. Adoro. Em minha confusão prefiro dizer que és contraditório (sem conseguir ser doce ao mesmo tempo). Squalor Victoria. Squalor...Victorio?
Coloco repeat de novo. Aaaaaaaah... a vida. A minha vida. Precisava desse tempo. Desse tempo de noite, de casa fora, de risos, de me libertar um pouco e ficar um tempo só com o que me faz bem sem consumir-me. Um tempo só comigo. É isso. Re-descobri o que preciso. Agora a cada nova crise eminente bora bora correr de encontro... comigo mesmo.
Squalor Victoria... I´m coming down...
Obg cara garota do sorriso bonito, da casa colorida e da bis com barulho estranho (sem falar da sua cor atual allá cor do pecado). Obg àqueles que, tbm, sorriram durante esses dias e que de alguma forma tenha reverberado em mim.
Squalor Victoria... reasons
Enquanto me escrevia (sorrio de repente. Choro como conseqüência) – deve ser você minha amante do momento... squalor Victoria – houvi a musica umas seis vezes e devo escutar mais algumas antes de sair pra comer. Como é bom ter momentos que dizemos “obg meu deus”. Ou simplesmente: obg.
Obg.
(o nãoseioque stylist: “seu celular...” – “alo? to no goma. E estou com o homem da minha vida.”)
{21/04}
domingo, 19 de abril de 2009
(a flor?)...
o frio aproximando meus poros
meu rosto umedecendo
minha mente em "desequilíbrio"
você falando
(...três dedos...)
meus olhos no chão...
e o que eu queria? (querer: diferente de desejar)
um martelo.
pra poder quebrar todo aquele chão. e poder assim sentir de fato o que borbulhava dentro.
"
Qual o preço dessa flor?
que vem
de um lote enumerado
fabricação no estado
do Rio
e tem
alfinete tão fechado
tão desacostumado
com o frio
mas eu escondo o desejo
escolho no bairro
um lugar de esconder
e vai mais um quase beijo
mas só a noite cobre
os defeitos do ser
qual o preço dessa flor?
que vai
entre os tantos fios de cabelo
e nos vazios de cor
e cai
Quando o vento sopra e prova
que a boca seca tem seu sabor
mas encolhe os dedos
e tendes nos olhos
o medo do fugir
e vai
mais um quase toque
na pele que arde
de tanto fingir
Qual o preço dessa flor?
que cai do lote enumerado
sem fabricação o estado do Rio
e tem alfinete tão fechado
tão desacostumado com o frio
mas encolho os dedos
e aperto em olhos
o medo do fugir
E vai mais um quase toque
da boca que arde
de tanto mentir
"
O.O
não,
o.O
não existem
O.o
coincidências.
domingo, 5 de abril de 2009
cinco de abril de 2009
sinto que a luz começa a iluminar-me.
(e já nem tenho tanta vontade assim de lhe jogar tudo na cara)
terça-feira, 31 de março de 2009
belo és tu que é amado
se continuo dormindo sozinho (acompanhado de um travesseiro)
se continuo a ter crises
se continuo perdido e preso na minha própria bagunça
do que adianta ser Bonito
se a beleza não me acompanha?
se continuo a ter gripe (com sua corisa insuportável)
se continuo a ser sempre o que espera (aqueles que me esquecem)
se continuo a escrever qualquer coisa pra não morrer
se continuo a respirar forte e viver um segundo de cada vez
se continuo a querer chorar (mas em vão porque minhas lagrimas estão de greve)
se continuo...
(lembrei da redoma e assim lhe escrevi)
em meu esconderijo público olho tudo ao meu redor e não vejo nada que me fixa a atenção. não, peraí. um cego passa. já o vi várias vezes. se minha vista me deixasse o que eu me tornaria? Se eu perdesse as mãos, pernas e até mesmo a cabeça eu sei o que me tornaria.Mas, sem a visão eu não consigo imaginar.
Deus, se um dia eu dar-lhe motivos pra nunca mais ver os que me rodeiam, pra nunca mais ver o meu amor, pode me matar. Porque se não for pra continuar respirando sem de longe te fitar, ou até mesmo de perto, ver sua beleza própria, ver seu sorriso espontâneo, o seu jeito que me cativa de um jeito nunca sentido então não, não quero viver. Prefiro sim morrer pois morto sei que continuaria a te ver e ainda por cima poderia estar 24 horas por dia do seu lado. até mesmo quando estiveres dormindo eu estarei contigo... desejando que sonhes comigo, é claro.
hoje meu amor você me mandou um beijo, mesmo que tenha dito sem pensar, como se diz oi pra qualquer um.
de qualquer forma me valeu um instante;
no instante que me perco, no instante que fujo e escrevo pra não pensar em ti
26/03. 18h43m
[QUERO UMA CASA NO CAMPO]



